Começou a trabalhar muito cedo com o pai, cadeireiro em Rebordosa: ainda andava na escola e já ajudava no ofício. Trabalhou sempre com ele até ao seu falecimento e, por volta de 1982, teve de deixar essa oficina para começar a trabalhar sozinho num pequeno barraco. Conta que, quando era pequeno, chegou a levar duas cadeiras às costas juntamente com a irmã, que era carreteira.
O episódio de Valbom ficou-lhe na memória. Foi enviado a um cliente do pai para fazer os pés da cadeira «Quinana», porque os funcionários locais não sabiam como os executar; ao chegar, o dono ficou admirado por ver um jovem a fazer aquele trabalho. Era uma cadeira muito trabalhada, com um pormenor marcante: os pés em sapata. Chegou a fazer outras peças de mobiliário, mas aquilo de que gostava mesmo era de fazer cadeiras. Trabalhou muito com a palhinha e, mesmo depois de se reformar, continuou a exercer a atividade. Ainda hoje faz, pontualmente, um restauro ou outro.