Ilídio Brito

Marcenaria tradicional
Aos 16 anos, num único dia, fez 16 pés de cadeira munido de apenas três ferramentas, enquanto os profissionais da casa faziam dois no mesmo período de tempo. As cadeiras foram sempre a verdadeira paixão de Ilídio Brito.

Começou a trabalhar muito cedo com o pai, cadeireiro em Rebordosa: ainda andava na escola e já ajudava no ofício. Trabalhou sempre com ele até ao seu falecimento e, por volta de 1982, teve de deixar essa oficina para começar a trabalhar sozinho num pequeno barraco. Conta que, quando era pequeno, chegou a levar duas cadeiras às costas juntamente com a irmã, que era carreteira.

O episódio de Valbom ficou-lhe na memória. Foi enviado a um cliente do pai para fazer os pés da cadeira «Quinana», porque os funcionários locais não sabiam como os executar; ao chegar, o dono ficou admirado por ver um jovem a fazer aquele trabalho. Era uma cadeira muito trabalhada, com um pormenor marcante: os pés em sapata. Chegou a fazer outras peças de mobiliário, mas aquilo de que gostava mesmo era de fazer cadeiras. Trabalhou muito com a palhinha e, mesmo depois de se reformar, continuou a exercer a atividade. Ainda hoje faz, pontualmente, um restauro ou outro.

Seg. a sexta 09h00 – 12h30 | 14h00 – 17h30
Sábado 10h-12h30 | 14h30 – 17h00

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