Aprendeu o ofício com uma vizinha cujo marido era cadeireiro e trabalhava com palhinha. Após a aprendizagem, começou a trabalhar autonomamente em casa para garantir o próprio sustento. Na época, muitas mulheres exerciam a atividade em ambiente doméstico, uma vez que o contexto social da altura não favorecia o trabalho feminino fora de casa.
Trabalhou de forma contínua até cerca de 1986, altura em que a quebra na procura de móveis com palhinha a obrigou a mudar de setor. Ao longo da sua carreira confecionou cabeceiras de cama, cadeiras e mesas de centro. Fala desta arte com manifesto orgulho e continua a realizar trabalhos de restauro ou peças novas sempre que solicitada.