A memória da madeira.
O saber de um território.

Um museu onde a madeira conta histórias 

Instalado no Mosteiro de Vilela, o Museu do Mobiliário de Paredes nasce para preservar, valorizar e transmitir uma identidade profundamente ligada à madeira.

Ao reunir o saber-fazer artesanal, a memória industrial e a criatividade contemporânea, o museu dá um novo lugar de reconhecimento às Artes em Madeira de Paredes, uma herança construída ao longo de gerações. 

O que o Museu preserva 

01. O saber-fazer

Técnicas, gestos e processos ligados ao trabalho da madeira. 

02. A memória 
A história de um concelho profundamente ligado ao mobiliário.
03. Os artesãos
Os rostos que mantêm vivas as Artes em Madeira de Paredes.
04. O território
Uma identidade coletiva construída entre oficinas, fábricas, famílias e comunidade.

O Mosteiro de Vilela

Um património que acolhe uma nova missão 

O Museu do Mobiliário de Paredes está instalado no Mosteiro de Vilela, um espaço patrimonial cuja origem remonta à segunda metade do século X.

A antiguidade do Mosteiro é comprovada pela “Carta de Doação”, datada de 4 de dezembro de 1010, considerada o mais antigo documento preservado nos arquivos da Biblioteca Nacional. Ao longo dos séculos, o edifício foi espaço religioso, lugar de habitação civil e, mais tarde, património adquirido pelo Município de Paredes.

Hoje, reabilitado para funções culturais, acolhe o Museu do Mobiliário de Paredes e dá uma nova vida à memória do território. 

Uma história feita de tempos diferentes

Século X
Primeiras referências à existência do Mosteiro de Vilela.
1010
A “Carta de Doação”, preservada na Biblioteca Nacional, comprova a antiguidade do Mosteiro.
1128

D. Teresa concede carta de couto ao Mosteiro.

1834
Com a extinção das ordens religiosas em Portugal, os religiosos abandonam definitivamente o Mosteiro.
1842  
O edifício é vendido em hasta pública a Joaquim António de Seabra, brasileiro de torna-viagem, passando a ser adaptado a habitação civil.
2006
O conjunto edificado é adquirido pela Câmara Municipal de Paredes. 
Hoje
O Mosteiro acolhe o Museu do Mobiliário de Paredes, dando uma nova vida cultural ao património.

A arquitetura que inspira o Museu

A arquitetura do Mosteiro de Vilela é parte central da identidade visual do Museu do Mobiliário de Paredes. O conjunto desenvolve-se em torno de um pátio quadrangular, com três alas, dois pisos e uma ampla cerca, hoje adaptada a funções culturais. 

A igreja de Santo Estêvão de Vilela distingue-se pela fachada rematada por frontão triangular e flanqueada por torres sineiras. No interior, a capela-mor apresenta um retábulo de talha pintada, de influência clássica. 

Entre os elementos mais marcantes do conjunto, destacam-se os arcos semicirculares da varanda alpendrada, uma das imagens mais reconhecíveis do Mosteiro e uma das grandes inspirações visuais do Museu. 

A madeira no Mosteiro 

A presença da madeira não se revela apenas nas peças expostas. Está também na própria construção do edifício, nas soluções arquitetónicas e nos elementos recuperados durante a reabilitação do Mosteiro.
Asnas
Estruturas de madeira que suportam a cobertura e revelam a mestria da carpintaria tradicional.
Forros
Tetos em madeira que combinam função estética, isolamento e memória construtiva.  
Janelas de guilhotina 

Soluções de madeira que marcaram a arquitetura civil e a forma de iluminar e ventilar os espaços.

Gaiola pombalina 
Estrutura interna em madeira, associada à proteção e estabilidade dos edifícios.

Um compromisso com o território

A valorização do Mosteiro de Vilela e das Artes em Madeira de Paredes integra um percurso mais amplo de preservação, certificação e desenvolvimento cultural do território. 

Descubra os rostos que dão forma a esta história

Conheça os artesãos, oficinas e empresas que preservam, reinventam e valorizam as Artes em Madeira de Paredes.

Seg. a sexta 09h00 – 12h30 | 14h00 – 17h30
Sábado 10h-12h30 | 14h30 – 17h00

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