Joaquim Silva

Nas igrejas, Joaquim Silva usa sempre folha de ouro de 22 ou 24 quilates. É um material que não perdoa distrações: exige foco absoluto para que nada se desperdice.

Começou a trabalhar por volta dos 12 anos, logo após concluir a escola. Aprendeu a arte aos 20 anos. O salto significativo na carreira deu-se quando foi enviado para restaurar a Igreja de S. Jorge, em Santa Maria da Feira: durante três meses realizou retoques nos altares e outras intervenções necessárias. O trabalho correu tão bem que o primo lhe confessou: «Já sabes mais do que o mestre». Mais tarde, assinou também o restauro da Igreja de Vilela.

Aos 25 anos, estabeleceu-se por conta própria. Em 1995, fez uma pausa na atividade e trabalhou fora da sua área, incluindo uma passagem pela Madeira, onde aceitou um breve restauro na Capela do Caniçal apenas para «matar o bicho». O bicho do ofício falou mais alto e, com a melhoria do mercado, regressou em definitivo ao douramento.

Seg. a sexta 09h00 – 12h30 | 14h00 – 17h30
Sábado 10h-12h30 | 14h30 – 17h00

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