Como era costume na época, começou a ajudar na oficina do pai ainda enquanto andava na escola. Aos 11 ou 12 anos, quando terminou os estudos, dedicou-se ao trabalho a tempo inteiro. O seu desejo inicial era aprender a arte de torneiro, influenciado por um tio especialista na área, mas o pai precisou que ficasse na oficina para apoiar uma família numerosa: sete irmãos, dos quais apenas dois rapazes.
No início, o foco eram os trabalhos para a agricultura e a viticultura locais: o restauro de pipas de vinho, coberturas de madeira, portas e janelas. O pai era muito exigente e rigoroso. Hoje, António sente um enorme orgulho ao ver as suas obras espalhadas por diferentes locais e encara cada novo projeto como um desafio estimulante. Nas horas vagas, dá asas à imaginação e cria miniaturas em madeira, por pura diversão e criatividade.