Começou a aprender o ofício de torneiro aos 11 ou 12 anos. Gostava de ter aprendido a arte de entalhador, mas o senhor que ensinava na altura disse que não formaria mais ninguém, e foi por isso aprender a trabalhar no torno para a empresa Monteiros, no lugar de Rochão. Como era hábito na época, os mais novos faziam o que lhes mandavam. A sua tarefa era então arrumar fitas de madeira. Quando se cansava, deixava ficar o cesto e as fitas!
Ao fim de dois ou três meses saiu e foi prestar provas noutra empresa, a António Nunes Campos. Gostaram do seu desempenho e convidaram-no; começou numa quinta-feira, trabalhou até sábado e recebeu o primeiro ordenado: 45$00. Nesse tempo havia muita procura e os profissionais que se destacavam eram cobiçados pelas empresas. Por volta dos 18 ou 19 anos foi voluntário na tropa, onde permaneceu entre 1977 e 1979, e, em 1980, fez o curso de formação para a Guarda. Colocado inicialmente na zona de Lisboa, deixou de trabalhar no torno; ao regressar ao Porto, passou a trabalhar no torno à noite, após o horário principal, mantendo essa rotina até hoje. Em paralelo, esteve sempre ligado à música: primeiro na Banda de Vilela e mais tarde na Banda da Guarda.